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SEMINÁRIO ASSÉDIO MORAL/2010 - MINISTÉRIO PÚBLICO
Realizou-se no dia 26/10, na sede do Ministério Público o Seminário Sobre Assédio Moral. O evento foi promovido pelo Ministério Público do Trabalho, Ministério Público estadual, SIMPE-RS, APROJUS, CAO – Direitos Humanos/MP, e contou com a presença das palestrantes Dra. Marcia de Medeiros Farias (MPT) e Dra. Jane Wolff (Médica do Trabalho). A Dra. Miriam Balestro (Promotora de Justiça/MP-RS) mediou o evento.
MODISMO? não, o assédio moral sempre existiu, mas somente agora as pessoas estão percebendo. Assim deu início a palestra da Dra. Márcia que falou da importância de não se calar diante dessa situação, referindo-se à complexidade de encarar o tema quando se está isolado.
Para a procuradora é preciso prestar atenção no colega que está sendo vítima do assédio, permitindo que o mesmo possa contar com o colega. É preciso olhar para o outro, porque todos atos, de alguma forma podem fazer parte de um processo de assédio moral.
Segundo ela é muito importante saber identificar o que de fato é o assédio moral. Qualquer ato isolado não é um assédio. O assédio é um filme, não uma fotografia. Mesmo de forma isolada, devem ser tomadas providências de forma a inibir este tipo de atitude.
Para ela, as testemunhas são muito importantes, mas também são potenciais vítimas.
De acordo com a procuradora, as condições para a ocorrência de assédio moral crescem quando o trabalhador não tem espaço para se manifestar no ambiente de trabalho. Passar pelo assédio é ser moido, esmagado na sua dignidadade, disse.
A médica do Trabalho Dra. Jane, falou dos aspectos em relação à saude do trabalhador. Segundo ela é preciso dar visibilidade ao assédio, considerada por ela como uma dor invisível. Segundo dados apresentados as mulheres são as mariores vítimas de assédio, representando 70% dos casos, seguidas pelos negros, portadores de necessidades especiais, homossexuais, gestantes e trabalhadores em início ou fim de carreira.
Para Dra. Jane, é preciso ser solidário, pois as relações afetivas dão suporte fundamental. Somente com a cooperação e consciência de grupo será possível enfrentar o assédio, afimou.
De acordo com a palestrante é preciso garantir uma politica de humanização das relações de trabalho:
ALIENAÇÃO + ENGANO = OPRESSÃO
CONSCIÊNCIA + CONTATO = AÇÃO/MUDANÇA/TRANSFORMAÇÃO
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